Cidades
Governo do Estado investe cerca de R$ 1,4 bilhão em moradias no Pará
O Governo do Pará, por meio da Companhia de Habitação do Pará (Cohab), contabiliza cerca de 140 mil famílias beneficiadas com o Programa Habitacional Sua Casa, iniciativa que garante moradia digna para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
São prioridades para o programa Sua Casa os atendimentos às mulheres, idosos, pessoas com deficiência (PCD) e vítimas de incêndios e desastres naturais. Morador de Ananindeua, Natan Araújo Damasceno, recebeu as duas etapas do benefício.
“Sou pessoa com deficiência e minha casa estava com problemas na estrutura, toda rachada, e hoje estou concluindo a minha obra e logo minha casa estará do jeito que sempre sonhei, mas nunca tive condições financeiras de fazer”, contou Natan, que vive com a mulher e um filho.
O programa Sua Casa consiste na concessão de auxílio para aquisição de material de construção e ainda recursos financeiros para pagamento da mão de obra do pedreiro. O valor total do benefício pode chegar a R$ 21 mil.
Para a doméstica Maria Madalena Souza, que também mora em Ananindeua, ser contemplada com as duas etapas do Sua Casa materializou o sonho de uma boa casa. “Minha casa está ficando linda, está grande, e já me mudei para lá, depois de uma vida inteira morando na casa da minha mãe”, disse.
O diretor-presidente da Cohab, Carlos Amílcar, explica que o benefício habitacional Sua Casa pode ser concedido em uma ou duas etapas. Quando o beneficiário recebe uma única etapa, em geral, é para uma reforma apenas, mas quando é necessária uma obra mais completa, as famílias recebem duas etapas do benefício.
“A primeira etapa serve para iniciar a obra até a percinta (local onde se coloca o telhado) e após a prestação de contas da utilização do recurso da primeira etapa, um novo benefício referente à segunda etapa é liberado, permitindo a conclusão da obra, por isso alertamos para a importância da prestação de contas de forma adequada”, informou Carlos Amílcar.

Desde que foi criado por decreto estadual, de dezembro de 2019, o programa Habitacional Sua Casa beneficiou cerca de 140 mil famílias em todas as regiões de integração do Pará.
Carlos Amílcar informa ainda que os investimentos públicos no programa são de cerca de R$ 1,4 bilhão. “Destinado à construção, reforma, ampliação, melhoria ou adaptação de unidade habitacional, o programa de governo Sua Casa cumpre um papel social de resgate da melhoria da qualidade de vida da população do Pará, proporcionando às famílias, muito mais do que moradia digna”, destacou o diretor-presidente .

Cidades
Alta nos casos de diarreia leva cidades de Canaã e Parauapebas a investir em saneamento
O saneamento básico e a qualidade da água consumida têm impacto direto na saúde pública. Diversas doenças, como a diarreia, estão ligadas ao consumo de água sem tratamento. Só em 2025, de acordo com dados do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica, do Ministério da Saúde, o Pará registrou mais de 300 mil casos da doença. Em Canaã dos Carajás e Parauapebas, foram contabilizadas 15.519 e 15.767 ocorrências, respectivamente.
Uma das estratégias para enfrentar esse cenário é ampliar o abastecimento de água tratada e conscientizar a população sobre os riscos do consumo de água bruta, proveniente de fontes sem controle técnico. “As águas subterrâneas, como as de poços, estão muito vulneráveis à contaminação. O mesmo solo que reserva a água pode permitir a infiltração de poluentes. Por isso, embora um poço raso seja de fácil acesso, ele pode ser facilmente contaminado”, observa o professor Valdinei Alves da Silva, do IFPA.
Água de qualidade
A guas do Pará garante a segurança da água de várias formas, e uma delas é por meio da cloração. Esse é um dos principais mecanismos de limpeza: uma quantidade de cloro, rigorosamente monitorada e segura para a saúde, é colocada na água dos poços e nos sistemas de tratamento para melhorar a qualidade da água. O cloro funciona como um protetor, eliminando o que faz mal e fazendo com que a água continue limpa mesmo enquanto atravessa os canos da cidade até chegar na torneira de casa. Não há perigo para a saúde.
“O tratamento da água é essencial para prevenir doenças. Toda a água distribuída pela Águas do Pará passa por análises diárias e segue padrões rígidos do Ministério da Saúde, garantindo que chegue potável e segura aos moradores. Já a água sem tratamento, mesmo parecendo limpa, tem risco de contaminação”, destaca Vilmar Pereira, gerente executivo de Operações da Águas do Pará.
Nos últimos meses, uma série de melhorias no abastecimento de água vem sendo executada em Canaã dos Carajás para ampliar a segurança e a qualidade da água que chega às torneiras dos moradores. Entre as ações de maior destaque está a reforma do poço do bairro dos Maranhenses, que aumentou a vazão de 3 mil para 18 mil litros por hora, garantindo maior pressão e reduzindo a dependência de caminhões-pipa para cerca de 3.200 moradores. Além disso, dez poços passaram recentemente por reforma completa, utilizando câmeras de inspeção para identificar desgastes internos e corrigir falhas, garantindo maior eficiência e regularidade na captação de água. A perfuração de dois novos poços tubulares profundos, que devem acrescentar até 720 mil litros de água por dia ao sistema, beneficiará diretamente 15 mil moradores de cinco bairros.
Além disso, a concessionária instalou cloradores nas Unidades de Tratamento Simplificado (UTSs) no município, reforçando a etapa de desinfecção da água subterrânea antes da distribuição. Os equipamentos foram implantados em 17 bairros e garantem a eliminação de microrganismos, assegurando que a água atenda aos padrões de potabilidade exigidos por lei.
Em Parauapebas, melhorias no sistema de abastecimento também vêm sendo realizadas, incluindo a implantação do sistema de cloração na Estação de Tratamento de Água (ETA) Tropical e em reservatórios alimentados por poços, reforçando o controle microbiológico em diferentes pontos da rede. Poços estratégicos, como os do Nova Carajás e Vila Nova, foram reativados e reformados, aumentando significativamente a oferta de água para as regiões atendidas, enquanto a limpeza de dez poços tubulares contribuiu para melhorar a eficiência do sistema de captação. A manutenção dos oito principais reservatórios da cidade, realizada em março com apoio de mergulhadores profissionais, permitiu remover sedimentos e realizar inspeções detalhadas, sem impacto à população, garantindo a qualidade da água distribuída.
Essas ações fortalecem o abastecimento, ampliam o acesso à água tratada e ajudam a prevenir doenças relacionadas ao consumo de água não potável.
Investimentos
O abastecimento de água com qualidade e regularidade para a população é um dos principais objetivos dos investimentos que o Pará tem recebido para o saneamento básico. A assinatura do novo contrato de concessão para os serviços de água e esgoto, que culminou na criação da Águas do Pará, vai permitir que 126 cidades paraenses passem a contar com distribuição de água tratada e coleta e tratamento de esgoto. O objetivo é universalizar o serviço para a população da Região Metropolitana de Belém, Marajó, Nordeste, Sudeste, Sudoeste e Baixo Amazonas. Hoje, 96 cidades já são atendidas pela concessionária, incluindo a capital, Belém.
Com a nova gestão do saneamento nesses municípios e os investimentos e melhorias previstos em infraestrutura e serviços, a tendência é de queda nas doenças de veiculação hídrica. Com o abastecimento adequado, os moradores têm acesso a uma água que passou por várias etapas de tratamento, como filtração, desinfecção e controle de qualidade, que eliminam os agentes causadores das doenças de veiculação hídrica e garantem o consumo sem prejuízos à saúde.
Cidades
Cidades do Pará figuram entre as dez primeiras no “ranking de sustentabilidade fiscal” da Região Norte
Municípios paraenses estão entre os destaques do “Ranking de Competitividade dos Municípios 2025”, divulgado no mês passado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). A classificação aponta Canaã dos Carajás, Barcarena, Ananindeua, Belém e Parauapebas entre as dez primeiras posições regionais no pilar de sustentabilidade fiscal.
Segundo o levantamento, Canaã dos Carajás ocupa o primeiro lugar na Região Norte (2º no Brasil), Barcarena está na segunda posição regional (3º no Brasil), Ananindeua aparece em terceiro (4º no Brasil), Belém em quarto (5º no Brasil) e Parauapebas na sexta colocação (9º no Brasil). Outras cidades do Estado, como Santarém e Marabá, também aparecem nas primeiras posições do ranking regional.

O estudo avalia 13 pilares de competitividade, entre eles sustentabilidade fiscal, funcionamento da máquina pública, acesso e qualidade de saúde e educação, segurança, saneamento, meio ambiente, inserção econômica, inovação e dinamismo econômico, capital humano e telecomunicações.
No caso do pilar de sustentabilidade fiscal, são considerados indicadores como dependência fiscal, taxa de investimento, despesas com pessoal e endividamento, que refletem os desafios e a capacidade dos municípios de manter equilíbrio financeiro e apoiar o desenvolvimento de longo prazo. (Portal Debate)
Cidades
Anderson Moratorio integra debate técnico sobre desafios da mineração nos municípios
O vereador Anderson Moratorio (PRD), presidente da Câmara Municipal de Parauapebas, participou nesta quarta-feira, 25 de junho, do 2º Encontro Técnico Itinerante da AMIG Brasil (Associação dos Municípios Mineradores do Brasil), realizado no município de Canaã dos Carajás. O evento reuniu autoridades públicas, consultores, pesquisadores e especialistas para discutir os desafios enfrentados pelas cidades mineradoras diante dos efeitos diretos da atividade mineral.
A programação teve início às 9h com a abertura oficial conduzida pela presidente da AMIG Brasil e pela vice-presidente da entidade, que também é prefeita de Canaã dos Carajás. Em seguida, o consultor institucional Waldir Salvador apresentou o papel estratégico da AMIG na defesa dos municípios mineradores no cenário nacional.

Impactos da mineração em debate
Um dos temas centrais do encontro foi a exposição dos impactos socioeconômicos da mineração nas cidades onde essa atividade é predominante. A pesquisa apresentada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) revelou que, embora a mineração gere grande volume de arrecadação, também eleva significativamente o custo de vida nos municípios mineradores, pressionando a população mais vulnerável e exigindo maior eficiência na gestão dos recursos públicos.
Outro destaque foi a palestra do consultor jurídico Rogério Moreira, que abordou a legalidade da aplicação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), tributo essencial para compensar os danos causados pela extração mineral. Já a especialista Flávia Vilela trouxe uma análise detalhada sobre os efeitos da Reforma Tributária nos repasses aos municípios mineradores, alertando para possíveis perdas de receita caso não haja mobilização política por parte das lideranças locais.
No encerramento das discussões, Waldir Salvador apresentou dados do Relatório do TCU (Tribunal de Contas da União), que evidenciam a existência de uma perda significativa de receita potencial em royalties da mineração — recursos que deveriam retornar aos municípios, mas que muitas vezes são mal distribuídos ou subutilizados.
Anderson Moratorio defende justiça fiscal para Parauapebas
Durante o evento, o vereador Anderson Moratorio reforçou a importância da participação ativa do Legislativo Municipal em fóruns que tratam do futuro das cidades mineradoras. “Parauapebas vive os impactos diários da mineração: o crescimento populacional desordenado, a pressão sobre os serviços públicos, o custo de vida alto, e a dependência de uma única atividade econômica. Precisamos de políticas públicas mais justas, e de uma legislação que garanta retorno real para nossa população”, afirmou o vereador.
Como presidente da Câmara e representante do PRD, Moratorio também destacou a necessidade de fortalecer a luta por justiça fiscal e de garantir uma gestão eficiente dos recursos da CFEM, defendendo que os municípios mineradores tenham mais voz nas decisões nacionais que envolvem a arrecadação e distribuição dos royalties da mineração.
A presença ativa do vereador Anderson Moratorio nesse importante encontro reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, a justiça social e a construção de uma Parauapebas mais justa, próspera e preparada para os desafios do futuro.

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