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Psicologia aponta caminhos para enfrentar o luto e a ausência na rotina
Entenda como o luto afeta a rotina, por que a dor não segue regras e de que maneira a psicologia ajuda a lidar com a ausência.
Existe um momento em que a vida continua para todo mundo, menos para quem perdeu alguém. As mensagens param de chegar, os compromissos voltam à agenda e as pessoas ao redor retomam suas rotinas. Mas, para quem enfrenta o luto, uma música, um cheiro ou uma fotografia podem ser suficientes para trazer de volta a sensação de ausência. E, diante de uma sociedade que valoriza tanto a capacidade de seguir em frente, surge uma pergunta difícil: quanto tempo é permitido sofrer?
O luto é uma resposta natural à perda de alguém significativo e não segue um calendário. Algumas pessoas choram intensamente, outras se recolhem, enquanto há quem encontre dificuldade para expressar o que sente. A experiência pode envolver tristeza, saudade, culpa, raiva, ansiedade e até momentos de alívio, especialmente quando a morte acontece após um período prolongado de sofrimento. Nenhuma dessas reações, isoladamente, determina a intensidade do amor ou do vínculo que existia.
A pressão social e a dor sem prazo para terminar
Para Glaucia Santana, psicanalista especializada em relacionamentos, com atuação em neurociência aplicada ao comportamento, do Espaço Hi, localizado na Mooca, em São Paulo, um dos maiores desafios está na cobrança para superar rapidamente uma perda, como se a dor tivesse prazo para terminar.
"Existe uma expectativa muito grande de que a pessoa enlutada precise ser forte, retomar a rotina e demonstrar que está bem. Mas o luto não funciona dessa maneira. Cada pessoa vive a ausência a partir da história que construiu com quem partiu. Superar não significa esquecer, deixar de sentir saudade ou apagar as lembranças. Significa encontrar, aos poucos, uma maneira de continuar vivendo sem a presença física daquela pessoa", explica a especialista.
As oscilações emocionais e o mito das fases do luto
Embora seja comum ouvir falar nas cinco fases do luto — negação, raiva, barganha, depressão e aceitação —, essas experiências não acontecem necessariamente em uma ordem definida. Algunas pessoas passam por diferentes emoções no mesmo dia, enquanto outras não se identificam com determinadas etapas. O processo é individual e pode ser influenciado pela relação com a pessoa falecida, pelas circunstâncias da morte e pela rede de apoio disponível.
"A dor não é linear. É possível acordar bem, conseguir trabalhar, conversar e até sorrir, mas sentir uma tristeza profunda ao encontrar um objeto ou lembrar de uma data especial. Isso não significa que a pessoa voltou ao início do processo. O luto tem movimentos, e compreender essa oscilação ajuda a diminuir a culpa por não estar bem o tempo todo", destaca Glaucia.
A culpa e a reconstrução gradual da rotina
Outro sentimento frequente é a culpa. Pensamentos como "eu deveria ter ligado mais", "poderia ter feito alguma coisa" ou "não tive tempo de me despedir" podem acompanhar quem perdeu alguém. Em determinadas situações, a mente procura explicações e tenta reconstruir acontecimentos como uma forma de lidar com aquilo que não pode mais ser modificado.
"Depois de uma perda, é comum revisitar conversas, decisões e momentos que ficaram inacabados. Muitas vezes, a culpa aparece como uma tentativa de encontrar algum controle sobre uma situação que foi dolorosa e irreversível. O trabalho terapêutico pode ajudar a pessoa a compreender esses sentimentos, reconhecer seus limites e olhar para a própria história com mais acolhimento", afirma a psicanalista.
A reconstrução da rotina também merece atenção. Pequenos cuidados, como manter horários de alimentação, respeitar o sono, realizar atividades físicas quando possível e preservar o contato com pessoas de confiança, podem ajudar a atravessar períodos de maior vulnerabilidade emocional.
O papel da rede de apoio e os limites do sofrimento
Para familiares e amigos, o desafio muitas vezes está em saber como oferecer apoio. Frases como "você precisa reagir", "já passou muito tempo" ou "ele está em um lugar melhor" podem ser ditas com boas intenções, mas nem sempre acolhem a dor de quem está sofrendo. Em muitos casos, ouvir sem julgar, respeitar o silêncio e oferecer ajuda prática são atitudes mais importantes do que encontrar as palavras certas.
"Nem sempre a pessoa enlutada precisa de conselhos. Às vezes, ela precisa apenas de alguém que consiga permanecer ao seu lado, sem tentar corrigir o que está sentindo. A escuta, a presença e o respeito ao tempo do outro são formas muito importantes de cuidado. Não precisamos transformar toda tristeza em algo que deve ser resolvido imediatamente", orienta. Para saber mais sobre comportamento humano e bem-estar, continue acompanhando as publicações do Portal PZ Notícias, que traz diariamente conteúdos aprofundados sobre saúde mental e sociedade.
Fonte: terra.com.br
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Jeddah Tower vai superar o Burj Khalifa com projeto de um quilômetro de altura
Jeddah Tower na Arábia Saudita vai alcançar um quilômetro de altura e superar o Burj Khalifa com conclusão prevista para 2028.
A corrida global pela construção de edifícios cada vez mais altos ganha um novo e impressionante capítulo no Oriente Médio. Enquanto o Burj Khalifa, situado em Dubai, ostenta atualmente o posto de maior arranha-céu do mundo com seus 828 metros, esse recorde está prestes a ser superado de maneira drástica pela construção da Jeddah Tower, na Arábia Saudita, que promete alcançar a marca inédita de um quilômetro de altura.
Com um custo estimado em US$ 1,2 bilhão, a colossal estrutura ficará localizada na cidade de Jeddah e funcionará como um complexo de uso misto. O projeto ambicioso prevê a instalação de um hotel de luxo, pavimentos corporativos com escritórios modernos, apartamentos mobiliados, condomínios residenciais exclusivos e o observatório mais alto do planeta, oferecendo uma vista panorâmica sem precedentes da região.
Arquitetura grandiosa e engenharia de elevadores
O projeto arquitetônico é assinado pelo renomado profissional americano Adrian Smith, que também concebeu o projeto do Burj Khalifa. A escala monumental da torre exigiu o desenvolvimento de uma infraestrutura mecânica altamente complexa, especialmente no que diz respeito à circulação vertical de pessoas e cargas por toda a estrutura.
O edifício contará com um sistema composto por 59 elevadores modernos, divididos entre 54 unidades de cabine única e cinco unidades de dois andares, além de 12 escadas rolantes distribuídas estrategicamente. Os elevadores projetados para transportar visitantes diretamente até o observatório principal terão capacidade de deslocamento de 10 metros por segundo em ambas as direções, garantindo agilidade no acesso às áreas mais elevadas.
Histórico de interrupções e retomada das obras
Apesar da grandiosidade da proposta, a execução do empreendimento enfrentou múltiplos desafios ao longo dos anos. A construção já acumulava cerca de um terço de sua estrutura concluída até o ano de 2017, quando as atividades sofreram uma paralisação prolongada decorrente de instabilidades políticas e campanhas anticorrupção na Arábia Saudita.
O hiato nas obras durou aproximadamente sete anos, sendo agravado posteriormente pelos impactos econômicos e logísticos gerados pela pandemia de Covid-19. Contudo, o consórcio responsável pelo empreendimento, a JEC (Jeddah Economic Company), confirmou a repactuação dos contratos e estabeleceu o ano de 2028 como o prazo oficial para a conclusão definitiva do arranha-céu.
Impacto urbano e transformação regional
Tradicionalmente reconhecida de forma histórica como uma importante porta de entrada para peregrinos com destino às cidades sagradas de Medina e Meca, a cidade portuária de Jeddah passa por uma profunda reformulação em sua identidade urbana por meio deste megaprojeto imobiliário e estrutural.
A proposta urbanística busca ressignificar a percepção local sobre habitação vertical e adensamento urbano de altíssimo padrão. A ideia central dos idealizadores é transformar o entorno imediato do complexo em uma verdadeira cidade autossuficiente e integrada, capaz de atender a todas as necessidades cotidianas de moradores, turistas e trabalhadores sem a necessidade de deslocamentos externos frequentes.
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Vitória demite Jair Ventura e Brasileirão chega à marca de 21 trocas de comando
Vitória demite o técnico Jair Ventura após quatro jogos sem vencer e Brasileirão atinge a marca de 21 trocas de comando em 33 rodadas.
O Vitória anunciou nesta segunda-feira a demissão do técnico Jair Ventura após uma sequência negativa de resultados na temporada. A decisão da diretoria ocorreu na esteira de quatro partidas consecutivas sem vitória no Campeonato Brasileiro, deixando a equipe baiana em situação delicada na tabela de classificação e sob forte risco de rebaixamento.
Com esta saída, o torneio nacional atinge a marca expressiva de 21 trocas de comando técnico em 33 rodadas disputadas. A instabilidade crônica nos bancos de reserva reforça o cenário de alta pressão enfrentado pelos clubes na reta decisiva da competição.
A derrota para o Coritiba e a queda na tabela
A gota d’água para a diretoria do Vitória foi o revés sofrido diante do Coritiba por 2 a 0, no estádio Couto Pereira. Antes desse resultado negativo, o time já vinha de empates por 1 a 1 contra Corinthians e Athletico-PR, além de uma derrota por 2 a 1 para o São Paulo.
Atualmente com 39 pontos, a equipe ocupa a 14ª colocação. A distância para a zona de rebaixamento é curta, ficando apenas três pontos acima do Corinthians, que abre o grupo dos quatro últimos colocados na tabela do Campeonato Brasileiro.
Conquistas recentes e o comunicado oficial
Em nota oficial divulgada aos meios de comunicação, o Esporte Clube Vitória confirmou o encerramento do vínculo com o treinador e com os assistentes Emílio Faro e Antônio Macedo. O clube destacou o papel histórico da comissão técnica na permanência na Série A em 2025, na conquista da Copa do Nordeste em 2026 e na campanha até as quartas de final da Copa do Brasil 2026.
Apesar do histórico vitorioso recente, a pressão da torcida aumentou consideravelmente nas redes sociais. Parte dos torcedores criticou o presidente Fábio Mota pela demora em tomar a decisão de desligar o comandante após o acúmulo de maus resultados.
Próximo desafio e a ameaça de rebaixamento
O Vitória volta a campo na próxima sexta-feira para enfrentar o Fluminense no estádio Barradão. Contudo, a equipe corre o risco de iniciar a partida já dentro da zona da degola, dependendo de uma combinação de resultados nos confrontos de Grêmio, Mirassol e Corinthians ao longo da semana.
A rara estabilidade de técnicos no campeonato
Com a saída de Jair Ventura do comando técnico do Vitória, o Brasileirão restringe ainda mais o grupo de clubes que mantêm o mesmo treinador desde o início da disputa. Agora, apenas cinco equipes conservam seus comandantes originais:
- O Palmeiras, segundo colocado sob a direção de Abel Ferreira
- O Athletico-PR, comandado por Odair Hellmann
- O Bahia, quinto colocado sob a liderança de Rogério Ceni
- O Red Bull Bragantino, posicionado em sexto com Vagner Mancini
- O Mirassol, 16º colocado sob a tutela de Rafael Guanaes
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Fonte: terra.com.br
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Torta portuguesa de liquidificador prática e saborosa
Aprenda a fazer uma deliciosa torta portuguesa de liquidificador, receita prática, rápida e saborosa para o seu almoço ou jantar.
A torta portuguesa de liquidificador surge como uma alternativa muito prática para quem deseja preparar uma refeição saborosa sem passar horas na cozinha. Combinando uma massa macia e um recheio generoso, o prato reúne ingredientes tradicionais como presunto, muçarela, ovos, tomate, milho e ervilha, agradando facilmente a diferentes paladares no almoço ou no jantar.
O processo de preparo destaca-se pela simplicidade e pela rapidez, dispensando grandes habilidades culinárias. Enquanto a massa líquida é batida no eletrodoméstico, os itens do recheio são misturados separadamente em uma tigela. Em seguida, basta intercalar as camadas na assadeira e levar ao forno até atingir o ponto ideal.
Ingredientes essenciais para a massa e o recheio
A execução da receita exige itens fáceis de encontrar em qualquer dispensa ou supermercado. Para conhecer as proporções recomendadas por especialistas em culinária prática, consulte as orientações detalhadas disponíveis no portal TudoGostoso para garantir o sucesso da preparação.
A base da massa leva ovos, leite, óleo, farinha de trigo comum e integral, queijo parmesão ralado, fermento químico e uma pitada de sal. Já o recheio mistura presunto picado, muçarela, ovos cozidos, tomate sem sementes, cebola, ervilha, milho verde, azeitonas e orégano a gosto.
Passo a passo do preparo no liquidificador
O primeiro passo consiste em preparar a mistura dos ingredientes sólidos e picados em uma tigela, reservando-os para a montagem. No liquidificador, batem-se os líquidos, as farinhas e o queijo por aproximadamente dois minutos até obter uma textura completamente homogênea.
- Adicionar o fermento por último e misturar delicadamente com uma espátula.
- Despejar metade da massa em uma forma untada e enfarinhada.
- Distribuir o recheio uniformemente sobre a camada inicial.
- Cobrir com o restante da massa e finalizar com queijo ralado.
Tempo de forno e dicas de adaptação
O tempo de cocção varia entre 35 e 40 minutos em forno preaquecido a 180 °C, ou até que a superfície fique devidamente dourada. Para verificar o ponto exato, basta espetar um palito na massa, que deve sair limpo e sem resíduos crus.
A versatilidade da receita permite diversas adaptações para o dia a dia. É possível substituir o presunto por frango desfiado, incluir vegetais como cenoura ralada ou espinafre, e acompanhar o prato principal com uma salada de folhas frescas para equilibrar a refeição.
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